Dia Nacional do Idoso: veja dicas de como envelhecer com saúde

Dia Nacional do Idoso: veja dicas de como envelhecer com saúde

Segundo dados da Pnad Contínua, população com 65 anos ou mais no Brasil foi de 7,7%, em 2012 para 10,5%, em 2022.

Com uma população em constante envelhecimento, o Brasil comemora neste domingo (1º) o Dia Nacional do Idoso. De acordo com a legislação brasileira, a data deve servir como estímulo para “promover a realização e divulgação de eventos que valorizem a pessoa do idoso na sociedade”.

Segundo dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a população com 65 anos ou mais no país cresceu em dez anos: em 2022, o grupo representava 10,5% do total, enquanto em 2012 o percentual era de 7,7%.

No âmbito da saúde, o governo federal tem como premissa para o cuidado com os idosos a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa, cuja finalidade é “recuperar, manter e promover a autonomia e a independência dos indivíduos idosos, direcionando medidas coletivas e individuais de saúde para esse fim, em consonância com os princípios e diretrizes do SUS”.

São considerados alvos da portaria todos os cidadãos com 60 anos ou mais de idade.

O geriatra Natan Chehter explica que uma longevidade saudável está diretamente associada à manutenção de hábitos saudáveis ao longo de toda a vida.

“Tudo bem você começar a comer direito, a dormir bem, estimular hábitos saudáveis, quando você é idoso. Sempre existe um benefício, nunca é tarde para começar, mas quanto antes você começa esses hábitos, o seu envelhecimento vai ser proporcionalmente mais saudável”, afirma o médico.

Confira as dicas do especialista para um envelhecimento saudável:

Atividade física

Em qualquer idade, a prática de atividade física é recomendada por autoridades em saúde. No caso dos idosos, além do aumento da energia e disposição, os exercícios podem promover autonomia e independência para a realização das atividades do dia a dia, segundo informações do Ministério da Saúde.

Os exercícios físicos costumam ser divididos em dois grandes grupos: os treinos resistidos, que envolvem força muscular, e os treinos aeróbicos, que estão associados ao desenvolvimento da respiração e capacidade cardiovascular.

Os idosos precisam “de 150 minutos na semana de exercício aeróbico, então pode ser natação, corrida, caminhada, e etc. Idealmente, você intercalaria com algum exercício de resistência, seja musculação, academia, pilates, entre outros”, recomenda Chehter.

De acordo com o especialista, o indivíduo pode escolher a modalidade conforme suas preferências ou necessidades. Nos casos específicos, as práticas devem ser personalizadas, afirma o médico. “Por exemplo, o idoso que cai muito deve ser estimulado a fazer mais exercício de equilíbrio”, explica.

Alimentação

A principal dica para manter uma alimentação saudável é variar os alimentos e consumi-los em quantidades adequadas. O ideal também é apostar em alimentos frescos e evitar os ultraprocessados e industrializados.

Embora cada alimento seja rico em determinados nutrientes e traga benefícios específicos, o geriatra explica que, de maneira geral, o mais aconselhado é variar a dieta.

“Você até pode usar um alimento para ter um benefício específico, mas na prática o que a gente recomenda é que você tenha uma dieta equilibrada, com representantes dos grandes grupos alimentares: proteínas, carboidratos e gordura”, afirma.

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), associada à Organização Mundial da Saúde (OMS), também recomenda limitar o consumo de açúcares livres para menos de 10% da ingestão total de calorias e consumir diariamente menos de 5g de sal (o equivalente a menos de 2g de sódio).

Outra indicação importante, atestada pelo Ministério da Saúde, é distribuir a alimentação em cinco ou seis refeições diárias, mantendo uma rotina de horários.

Saúde mental

Tão importante quanto estar atento aos cuidados físicos é se dedicar à saúde mental.

Um exemplo da importância de cuidar da mente na terceira idade é evitar a prevalência da depressão, um dos transtornos mentais mais comuns em idosos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, os indivíduos entre 60 e 64 anos representavam a faixa etária proporcionalmente mais afetada: 13,2% tinham sido diagnosticados.

“Você precisa continuar fazendo o cérebro ser estimulado, então você precisa recomendar atividades que desafiem essa pessoa, como aprender um novo idioma, interagir socialmente, jogos coletivos ou mesmo uma roda de debate”, orienta Chehter.

Investir nesses cuidados pode ajudar tantos nos sintomas cognitivos, associados a algumas demências, como Alzheimer, por exemplo, quanto nos sintomas emocionais e no bem-estar.

Fonte: CNN Brasil

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Dezembro Laranja: saiba como identificar os sinais de câncer de pele

Dezembro Laranja: saiba como identificar os sinais de câncer de pele

Campanha realizada neste mês tem o objetivo de conscientizar acerca de prevenção e detecção precoce da doença; CNN conversou com especialista para entender os sintomas para identificar a doença

A campanha Dezembro Laranja, em conjunto com a chegada do verão e a consequentemente maior exposição ao sol, ocorre para conscientizar as pessoas sobre o câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), este tipo da doença é o mais frequente no Brasil e corresponde a 30% dos tumores malignos registrados no país.

Dados do INCA ainda estimam que, até 2025, o Brasil deverá registrar 704 mil novos casos de câncer de pele por ano. De acordo com Rodrigo Munhoz, oncologista do Hospital Sírio-Libanês, a identificação precoce da doença aumenta absurdamente sua chance de cura.

A campanha Dezembro Laranja, em conjunto com a chegada do verão e a consequentemente maior exposição ao sol, ocorre para conscientizar as pessoas sobre o câncer de pele. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), este tipo da doença é o mais frequente no Brasil e corresponde a 30% dos tumores malignos registrados no país.

Dados do INCA ainda estimam que, até 2025, o Brasil deverá registrar 704 mil novos casos de câncer de pele por ano. De acordo com Rodrigo Munhoz, oncologista do Hospital Sírio-Libanês, a identificação precoce da doença aumenta absurdamente sua chance de cura.

Abaixo, o profissional responde as principais dúvidas sobre o câncer de pele.
Quais são os sinais iniciais do câncer de pele?

O sintomas iniciais irão depender do tipo de câncer de pele. Tanto o melanoma quanto o não melanoma podem surgir em pintas pré-existentes na pele, assim como em áreas “novas” do corpo, enquanto. “As células saudáveis vão adquirindo mutações até se transformar em um tumor”, explica Rodrigo.

No entanto, para o melanoma, há um método clássico para ajudar na identificação precoce. É o método ADCDE, como ressalta o médico.

A: Assimetria
B: Bordas irregulares
C: Coloração heterogênea
D: Dimensões maiores do que 5 a 6 milímetros
E: Evolução ou elevação

Já para o não melanoma, se manifestará em áreas que foram cronicamente danificadas pelo sol.

O médico alerta ainda: “Toda lesão de pele que não se cicatriza, que coça muito, tem ardência deve ser investigada”. Nessas condições, então, torna-se necessário consultar um especialista.
Como se dá o diagnóstico de câncer de pele?

É importante que os pacientes se atentem aos sinais citados acima, mas o diagnóstico é feito através de uma ida a um médico dermatologista ou oncologista. O médico faz um exame físico, usando uma ferramenta chamada dermatoscópio, uma lupa que avalia melhor a lesão. Em alguns casos, é possível tirar uma conclusão através disso; já em outros é necessário uma biópsia, procedimento para retira um pedaço da lesão, que será encaminhado para um patologista e, então, diagnosticado.
Novas ferramentas para diagnóstico de câncer de pele

Segundo Rodrigo, ainda existem outras ferramentas novas no mercado para ajudar na identificação do tumor. Existe hoje em dia um mapeamento digital, onde os médicos podem tirar fotos do desenvolvimento do suposto tumor e comparar no banco de dados. Tal ferramenta aumenta a acurácia do diagnóstico.

O profissional ainda cita o “ultrassom dermatológico”, a “tomografia de coerência óptica” e “microscopia confocal”.

Um novo estudo conduzido pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia, ainda mostrou que analisar a estrutura das moléculas de açúcar das células cancerígenas pode ajudar a determinar diferentes tipos de câncer no futuro, incluindo o de pele

Os pesquisadores identificaram ligações entre a estrutura do glicano presente nas células cancerígenas e o tipo de câncer. Foram analisados dados de cerca de 220 pacientes com 11 tipos de câncer diferentes.
Tem como prevenir o câncer de pele? De que forma?

Existem diferentes formas de prevenção da doença. A mais comum é a fotoproteção, que consiste em proteger a pele em relação aos raios ultravioletas. O método é fácil, necessitando do uso do protetor solar diariamente, além de minimizar a exploração ao sol.

De acordo com o profissional, ainda existem vitaminas que podem ser usadas. Ele destaca a “nicotinamida”, usada em quem já teve o diagnóstico de tumores de pele, que pode reduzir a formação de novos tumores. No entanto, não é 100% eficaz.

Rodrigo ainda destaca o acompanhamento dermatológico constante. “Não é questão de prevenir, é questão de um diagnóstico precoce”, afirma.

Qual o tratamento do câncer de pele?

Se a doença é mais precoce, o tratamento é cirúrgico, com altas chances de cura. Se a doença é mais avançada, será necessário outras ferramentas, como a imunoterapia, onde se estimula que as próprias células do corpo combatam o câncer, ou a terapia-lavo, tratamento do câncer que usa drogas para atacar especificamente as células cancerígenas, diz Rodrigo.

Fonte: CNN Brasil

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Ministério da Saúde libera R$ 100 milhões para estudo clínico com Car-T Cell; veja quais pacientes com câncer podem se candidatar

Ministério da Saúde libera R$ 100 milhões para estudo clínico com Car-T Cell; veja quais pacientes com câncer podem se candidatar

Objetivo da pesquisa com terapia celular avançada é avaliar a segurança no tratamento de pacientes com dois tipos de câncer: leucemia linfoide aguda B e linfoma não Hodgkin B.

O Ministério da Saúde liberou R$ 100 milhões para o financiamento da pesquisa de desenvolvimento da terapia celular CAR-T Cell, a técnica que combate o câncer no sangue com as próprias células de defesa do paciente modificadas em laboratório, na Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto/USP em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.

“Nosso objetivo é garantir à população mais carente o acesso aos tratamentos mais modernos contra o câncer”, afirmou ao g1 o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Carlos Gadelha. O apoio será por meio do Novo Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC-Saúde).

Car-T Cell: entenda terapia celular contra câncer aplicada de forma experimental

O estudo clínico é financiado pelo Ministério da Saúde, com apoio de estrutura por parte do Butantan e investimento de pesquisa da Fapesp e do CNPq.

Segundo Rodrigo Calado, professor de medicina da USP e diretor-presidente do Hemocentro de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, a partir de janeiro e fevereiro do ano que vem, e por um período de 12 meses, os pacientes serão recrutados. Depois, acompanhados por mais 12 meses para uma análise dos resultados e a solicitação à Anvisa de registro do produto, que poderá ser disponibilizado ao SUS.

“Este tipo de projeto que coloca ideias científicas na prática, na vida das pessoas, só é possível porque é institucional e reúne grupos com expertises complementares: a USP, por meio da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, por meio do seu Hemocentro, e o Instituto Butantan, com sua competência fabril farmacêutica”, diz Rodrigo.

“Também é fundamental reconhecer o apoio da Anvisa para o desenvolvimento e aprovação do estudo clínico, que pode conceder o registro a um produto nacional que pode mudar o tratamento de leucemias e linfomas no país”, completa o médico.

Em setembro, o g1 mostrou que o Hemocentro de Ribeirão Preto/USP foi escolhido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser o responsável pelo projeto-piloto no desenvolvimento de produtos de terapia avançada.

O estudo clínico de fase 1/2 vai incluir 81 pacientes com leucemia linfoide aguda de células B e linfoma não Hodgkin de células B, de forma gratuita (entenda mais abaixo).

Pacientes tratados

Já foram tratados com essa terapia de células CAR-T desenvolvidas na USP e no Hemocentro de Ribeirão Preto 20 pacientes com leucemia ou linfoma, sendo que 14 deles continuam bem, de acordo com os médicos. Todos eram casos graves para os quais não havia mais opção terapêutica.

Vamberto Luiz de Castro, o primeiro paciente a realizar o tratamento em 2019, teve remissão total, mas morreu pouco tempo depois em um acidente doméstico.

Outro caso que repercutiu neste ano foi o de Paulo Peregrino, de Niterói, no Rio de Janeiro, que fez o tratamento de forma compassiva, ou seja, por meio de uma autorização da Anvisa, de forma individualizada, para pessoas que já tinham esgotado todos os tratamentos aprovados possíveis.

O publicitário combatia o câncer havia 13 anos e teve remissão completa do linfoma em 30 dias com CAR-T Cell. Paulo estava prestes a receber cuidados paliativos quando, entre março e abril, foi o 14º paciente a ser tratado pela terapia, em São Paulo.

Quem pode se candidatar?

A parceria entre as instituições resultou na construção de duas unidades do Núcleo de Terapia Avançada (Nutera) em Ribeirão Preto e na capital paulista. Apenas a “fábrica de células” de Ribeirão Preto está em operação e será responsável por atender a demanda de participantes do estudo. No futuro, poderão ser atendidos até 300 pacientes ao ano.

O estudo clínico é focado especificamente em pacientes com leucemia linfoide aguda de células B e linfoma não Hodgkin de células B que não responderam ou apresentaram o retorno da doença após a primeira linha de tratamento convencional, como quimioterapia e o transplante de medula óssea.

A técnica brasileira não tem efetividade em outros tipos de cânceres sólidos, além dos tipos citados acima.

Segundo os pesquisadores, o paciente que acredita preencher os requisitos deve conversar com o seu médico e pedir que ele entre em contato pelo e-mail: terapia@hemocentro.fmrp.usp.br.

Deve ser anexado o relatório de saúde do candidato, e o material será avaliado pelas equipes. Se o caso se enquadrar no estudo, o médico responsável pelo paciente será avisado.

Fonte: G1

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Cientistas desvendam como funciona enzima envolvida em doenças autoimunes

Cientistas desvendam como funciona enzima envolvida em doenças autoimunes

Compreensão sobre o funcionamento das enzimas fosfatases pode abrir portas para a investigação de novos medicamentos.

Pesquisadores das universidades de São Paulo (USP) e da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, conseguiram reproduzir em laboratório a performance de uma enzima que tem relação direta com diversas doenças.

A compreensão sobre o funcionamento das enzimas fosfatases, que estão envolvidas em uma série de processos biológicos, pode abrir portas para a investigação de drogas que tenham eficácia sobre ela.

Tarefa complexa

Uma proteína dessa classe, conhecida como PTPN2 (sigla em inglês para proteína tirosina fosfatase tipo 2 não receptora), é muito expressa em células T (linfócitos) do sistema imunológico (por isso, também é conhecida como proteína tirosina fosfatase de células T ou, simplesmente, TCPTP) e sua deficiência estimula respostas inflamatórias como as que ocorrem nos casos de diabetes tipo 1, artrite reumatoide, osteoartrite, lúpus e certos tipos de cânceres.

Entender seu mecanismo molecular em laboratório, no entanto, era uma tarefa complexa, uma vez que seu comportamento era distinto no organismo.

A investigação teve início com uma extensa busca na literatura científica para que os autores pudessem pensar em estratégias a serem aplicadas nos ensaios in vitro, aqueles realizados em laboratório, a fim de simular o ambiente intracelular. Isso foi alcançado após inúmeros ensaios experimentais sem sucesso.

“Descobrimos que, no interior de diferentes células humanas, a PTPN2 se agrega naturalmente, reduzindo sua ação enzimática e, então, em laboratório, lançamos mão de drogas denominadas crowding agents, que promovem essa agregação sem afetar a atividade da enzima”, explica Fábio Luis Forti, professor do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da USP e coautor do estudo.

Os pesquisadores acreditam que esse fator possa explicar por que uma enzima tão relevante ainda seja pouco entendida em nível molecular in vivo, apesar de muito investigada. A partir de agora, acreditam, novos estudos devem surgir. “Conseguimos reproduzir os mesmos resultados da atividade da PTPN2, inclusive em alvos que estão envolvidos diretamente nas respostas imunológicas”.

A enzima atua diretamente, por exemplo, na via de sinalização de JAK-STAT, a principal envolvida na expressão gênica voltada a respostas imunes. “Qualquer mecanismo químico, físico ou biológico que dispare uma resposta imune nas nossas células é normalmente mediado por essa via”, explica Forti.

O estudo contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Medicamentos diferenciados

Diferentemente de muitas enzimas envolvidas em cânceres e outras patologias, que se mostram muito presentes ou que têm mutações que as tornam muito ativas, exigindo a ação de drogas que bloqueiem seu funcionamento (a maioria dos medicamentos atua nesse sentido), o gene da PTPN2 apresenta polimorfismos (formas alternativas do gene) que levam à perda de sua função proteica – e isso está ligado ao fato de se agruparem naturalmente. Ou seja, é sua deficiência ou ineficácia enzimática que faz com que o paciente tenha inflamação e reação autoimune exacerbadas.

“Sabendo disso, podemos pesquisar melhor drogas de ação oral, nasal ou injetáveis já existentes que possam atuar diretamente na ativação dessa enzima nos casos em que ela está inativa naturalmente, que é o que ocorre no lúpus, na artrite reumatoide, no diabetes tipo 1, em certos linfomas, no câncer de mama e no glioblastoma [tumor maligno que afeta o cérebro e a coluna]”, afirma Forti.

“Além disso, nosso trabalho abre uma janela interessante de exploração para o desenvolvimento de novas drogas que tenham essas funções, que é o que pretendemos fazer na sequência por meio de varreduras de bibliotecas de compostos sintéticos e/ou naturais por tecnologias apropriadas baseadas nos ensaios que desenvolvemos com este estudo”, acrescenta.

Para contribuir com a missão, o grupo de pesquisadores dos Estados Unidos mantém colaborações com startups de biotecnologia e outras empresas farmacêuticas que estão atentas às últimas descobertas relacionadas a fosfatases, que ainda são alvos farmacológicos pouco explorados.

Fonte: CNN Brasil

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Cirurgias reparadoras e autoimagem: Entenda relação com saúde mental

Cirurgias reparadoras e autoimagem: Entenda relação com saúde mental

Dia Mundial da Saúde Mental é celebrado nesta terça-feira (10)

Recentemente, o vídeo de uma criança emocionada com o resultado da cirurgia plástica de correção de orelhas proeminentes viralizou nas redes sociais. Nos comentários da publicação, outros usuários se identificaram com o caso e manifestaram interesse pelo procedimento cirúrgico.

Assim como outras deformidades congênitas (que nascem com a pessoa), as “orelhas de abano” podem levar ao bullying e a traumas psicológicos.

“Muitas pessoas que enfrentam deformidades ou condições que afetam sua aparência podem sofrer de baixa autoestima e autoimagem negativa, e isso pode afetar diversas áreas da vida, como a profissional, a pessoal, a afetiva e, até mesmo, na vida escolar, no caso de crianças e adolescentes”, afirma o cirurgião plástico Fabio Nahas, especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Para intervir nesses casos, há a possibilidade de realização das chamadas cirurgias plásticas reparadoras — que podem trazer benefícios à saúde mental, cujo dia mundial é celebrado nesta terça-feira (10), dos pacientes.

“As cirurgias plásticas reparadoras têm como principal objetivo corrigir deformidades congênitas ou adquiridas, como no caso de queimaduras, câncer de pele, câncer de mama ou pós-bariátrica, por exemplo”, explica Nahas.

De acordo com os especialistas consultados pela CNN, dentre os principais casos que podem levar às cirurgias reparadoras estão:

Câncer de pele, com a reconstrução da região onde o tumor foi retirado;
Câncer de mama, com a reconstrução mamária pós-mastectomia;
Queimaduras e acidentes;
Fissuras labiopalatinas (também conhecidas como lábio leporino);
Orelhas proeminentes;
Remoção do excesso de pele após a realização de cirurgia bariátrica.

A relação dessas questões físicas com a saúde mental tem a ver com o fato de autoimagem ser um componente importante da autoestima, explica a psicóloga Fabíola Luciano.

“A nossa autoimagem é construída desde cedo pela forma como as pessoas nos percebem e, também, pela forma como a gente se percebe. Isso significa que a forma como as pessoas me percebem influencia a forma como vou me enxergar. E isso vai resultar em uma autoimagem satisfatória ou insatisfatória”, afirma a especialista.

Segundo Fabíola, “se eu passo a enxergar pouco valor ou depreciar a minha existência, essência, facetas e papeis sociais, porque sinto que a minha autoimagem corporal não está legal, isso me gera um problema de saúde mental, porque vai gerar angústia, além de possíveis transtornos ansiosos, depressivos e alimentares”.

A psicóloga ressalta, no entanto, que é preciso equilibrar a relação entre as cirurgias plásticas e a aceitação corporal. Ela explica que cabe aos médicos avaliar o paciente e identificar se a insatisfação é pontual, com uma parte do corpo, ou se é excessiva, podendo estar associada a transtornos graves.

“A gente não pode esperar que um procedimento cirúrgico venha reparar uma questão que é emocional, psicológica, patológica”, acrescenta.
Cirurgias plásticas estéticas

A realização de cirurgias estéticas ao redor do mundo aumentou 41,3% nos últimos quatro anos, segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).

As cirurgias estéticas são aquelas que visam melhorar a aparência física de uma pessoa, mas não são intervenções médicas essenciais, explica Nahas.

No ano passado, globalmente, o número de intervenções realizadas por cirurgiões plásticos foi de 11,2%, contando procedimentos cirúrgicos e não-cirúrgicos.

Os EUA lideram o ranking, com mais de 7,4 milhões de procedimentos (22%), mas é seguido pelo Brasil (8,9%), que é o primeiro em procedimentos cirúrgicos.

Para a pesquisa foram consultados 1.103 cirurgiões plásticos, com números finais projetados para refletir as estatísticas internacionais.

Embora os especialistas ressaltem que as cirurgias estéticas também podem trazer benefícios para a autoestima, o cirurgião plástico Walter Matsumoto, especialista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, destaca que “cirurgia plástica não pode ser banalizada. Todo paciente tem que passar por uma avaliação rigorosa para a gente realmente saber se aquela queixa é condizente com a realidade, se as expectativas estão dentro do possível e do limite de segurança”.

De acordo com o médico, a “avaliação tem que ser muito criteriosa para a gente não banalizar a cirurgia e oferecer ao paciente um serviço com toda a segurança e com um resultado com o qual ele vai ficar feliz”.

Fonte: CNN Brasil

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Burnout digital: como o uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode se tornar armadilha e gerar depressão

Burnout digital: como o uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode se tornar armadilha e gerar depressão

O Globo Repórter conversou com médicos, pais e jovens sobre o uso excessivo de aparelhos eletrônicos como computador e celular, e a importância de se desconectar.

A tecnologia facilitou a vida das pessoas em todo o mundo. Mas ficar on-line 24 horas por dia, e a necessidade de dar respostas rápidas para demandas diferentes, podem trazer alguns malefícios à saúde.

“Ninguém posta quando come um arroz com ovo, quando acorda descabelada. As pessoas só postam uma vida perfeita, e a pessoa que é insegura, tem baixa autoestima, geralmente, ela acredita em tudo que é postado”, explica Anna Lúcia King, doutora em Saúde Mental do Instituto Delete.

“Ela acha que a vida de todo mundo é maravilhosa e só a dela não é. Isso faz com que, muitas vezes, essa pessoa caia até em depressão”, completa. 

A médica vê histórias desse tipo se tornarem cada vez mais frequentes nos atendimentos do Instituto Delete, ligado à Faculdade de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Horas e mais horas no computador ou no celular. O que começa como pesquisa, trabalho ou apenas diversão abre a porta para o estresse – podendo até virar compulsão.

“Fico bastante tempo [nas redes sociais]. Às vezes a gente entra para ver uma coisa e acaba ficando muitas horas lá sem perceber”, conta Yasmin Torres, universitária.

Os relatos são de excesso no uso de celular e do computador. Nem sempre é fácil perceber. Muitas vezes, os próprios pais demoram a enxergar que tem algo de errado com os filhos.

Jogo on-line não tem pausa 🎮

“Está ali no computador, está a salvo, não está na rua, não está correndo risco, está quietinho ali, mas não é assim que funciona. Isso vai causar outro tipo de problema”, afirma Vivian Fernandes, psicóloga e mãe do Gabriel, que usa o computador desde menino.

Foi só na adolescência que a família percebeu o perigo do exagero.

“Começou a atrapalhar muito meus estudos, porque você não tem vontade de fazer outra coisa. Você quer ficar só jogando e jogando. É a primeira coisa que você faz quando acorda, principalmente quando você é mais novo e tem muito tempo”, conta Gabriel Fernandes, administrador financeiro. 

Yasmin era totalmente dependente do celular e, quando a internet caía, era motivo para estresse. Alguém interrompendo o uso? Mais estresse.

“Só largava o celular quando estava dormindo. Durante o dia todo, usava”, conta Priscila Almeida Pinto, mãe da estudante. 

Como desconectar? 📱

“Não somos contra o uso de tecnologia, queremos que as pessoas façam um uso consciente, porque não tem como, num mundo todo digitalizado para banco, para caixa, para supermercado… Tudo isso é digitalizado, então, a gente não tem como voltar”, conta Anna Lúcia.

A médica também fala sobre a importância do exercício físico para a diminuição do uso intenso dos aparelhos eletrônicos.

“Procurar fazer pausas de uma em uma hora, fazer um alongamento. Você tem que fazer estratégias para levantar. Sempre coloque uma atividade física durante o seu dia”, completa. 

Com ajuda da terapia, Gabriel e Yasmin estão apendendo a romper essas amarras que não fazem bem para ninguém.

Fonte: G1

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Comissão aprova prioridade a idosos nos tratamentos contra o câncer

Comissão aprova prioridade a idosos nos tratamentos contra o câncer

Projeto altera o Estatuto da Pessoa Idosa e ainda será analisado por outros colegiados da Câmara dos Deputados.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que concede a idosos tratamento prioritário contra o câncer na rede hospitalar (PL 1067/22).

O parecer do relator, deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), recomendou a aprovação da proposta. Ele ressalta que a população idosa muitas vezes enfrenta desafios adicionais no enfrentamento do câncer, “devido a condições de saúde pré-existentes, tornando necessária a adoção de políticas específicas para assegurar o seu bem-estar”.

O projeto, de autoria do senador Jader Barbalho (MDB-PA), já foi aprovado pelo Senado e inclui a prioridade no Estatuto da Pessoa Idosa.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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